Residência Artística promovida pelo Núcleo Viladança entre julho e setembro de 2015 com o coreógrafo Asier Zabaleta (Espanha). Para esta residência, os intérpretes-criadores selecionados foram: Ariel Oliveira, Carolina Miranda, Flávia Rodrigues, Guilherme Silva e Rafael Alexandre.

Asier Zabaleta trabalhou como intérprete em várias companhias espanholas de dança-teatro, entre as quais: Arteszena, Adeshoras, Compañía de Vicente Sáez, Hojarasca, Q-ro y cía e Maskarada. De 1999 a 2005 integrou a companhia suíça Alias, com a qual participou da criação de sete espetáculos de dança-teatro e realizou várias turnês mundiais.

Em 2004, fundou a Companhia ERTZA, com a qual criou 10 espetáculos para palco e oito para espaços ao ar livre; e colocou em marcha diferente projetos paralelos, como oficinas, residências artísticas, projetos de sensibilização etc. Muitas das criações de Asier foram premiadas em festivais internacionais e seus trabalhos foram apresentados em países como: China, Filipinas, Brasil, Peru, Costa Rica, El Salvador, México, Israel, Rússia, Lituânia, Luxemburgo, Suíça, Alemanha, França, Itália, Grécia, Espanha e Portugal.

Além da produção com a ERTZA, Asier criou espetáculos para companhias como “Chelyabinsk Contemporary Dance Theatre” (Rússia), Dança Jovem BH (Brasil), Fueradeleje (Espanha), entre outras.

Foto: Milena Abreu (LabFoto)

“Tirania das cores” é uma viagem cromática dançada. Uma viagem na qual se põe em evidencia a influencia que as cores têm e sempre tiveram em nossas vidas. Cores que muitas vezes serviram para unir mas que em muitas outras foram usadas para dividir e semar o ódio. Cores que foram usadas para manipular, insultar ou até mesmo matar outras pessoas. Cores com as quais se pintam as bandeiras que nos diferenciam dos nossos vizinhos. Cores que são deificadas ou satanizadas como o branco e o preto. Cores como o vermelho do sangue que nos lembram que por dentro somos todos iguais. Cores que afinal de contas nos sirvam de pretexto para falar de “pessoas”.

Asier Zabaleta (Espanha)

Entre os dias 3 e 5 de setembro, o Teatro Vila Velha sedia as apresentações do espetáculo de dança “Tirania das Cores”, fruto da segunda residência artística promovida pelo Núcleo Viladança neste ano em Salvador. O projeto selecionou cinco artistas baianos para participar de um processo de criação sob a orientação de Asier Zabaleta, coreógrafo da Cia Ertza, Espanha. A mostra terá na abertura o espetáculo convidado “Demolições – La petit mort”, com Thiago Cohen.

“Tirania das Cores” é uma viagem cromática dançada, na qual se põe em evidência a influência que as cores têm e sempre tiveram em nossas vidas. Cores que muitas vezes serviram para unir, mas que em muitas outras foram usadas para dividir e semar o ódio. Cores com as quais se pintam as bandeiras que nos diferenciam dos nossos vizinhos. Cores que são deificadas ou satanizadas como o branco e o preto. Cores como o vermelho do sangue, que nos lembram que por dentro somos todos iguais. Cores que, afinal de contas, nos sirvam de pretexto para falar de “pessoas”.

Os intérpretes-criadores são os cinco profissionais selecionados para realizar a residência artística: Ariel Oliveira, Carolina Miranda, Flávia Rodrigues, Guilherme Silva, Rafael Alexandre. Asier Zabaleta trabalhou como intérprete em várias companhias espanholas de dança-teatro e de 1999 a 2005 integrou a companhia suíça Alias, com a qual participou da criação de sete espetáculos de dança-teatro e realizou várias turnês mundiais. Em 2004, fundou a Companhia ERTZA, com a qual criou 10 espetáculos para palco e oito para espaços ao ar livre; e colocou em marcha diferente projetos paralelos, como oficinas, residências artísticas e projetos de sensibilização. Maiores informações: www.ertza.com

Demolições – La Petite Mort | O primeiro desdobramento da estadia de Asier Zabaleta em Salvador por conta do programa de residências do Núcleo Viladança foi a montagem “Demolições (La Petite Mort)”, dirigida pelo mesmo com interpretação de Thiago Cohen. A partir do encontro no processo de seleção para a Residência #02, Asier conviou Thiago para trabalhar em paralelo ao programa promovido pelo Viladança. Resultado deste projeto, “Demolições” fala dos momentos da vida em que é preciso romper para construir, acabar algo para começar de novo. Desta forma, é também uma reflexão sobre o tempo: destruir em um segundo o que levou anos para ser construído, mas que já não serve. Passar por cima da nostalgia do velho e enfrentar de cara o medo do novo. O espetáculo será apresentado como abertura da mostra “Tirania das Cores”.

Viladança em residência | As residências – ações propositivas que se consolidaram a partir dos anos 1980 em cidades da Europa, Estados Unidos e Japão -, têm como foco a convivência e ganham espaço cada vez maior nas artes contemporâneas. Com esta ação, o Núcleo Viladança busca consolidar  um espaço de residências artísticas em dança na Bahia, abrindo novas possibilidades de criação e remuneração para a classe de dança no estado e aquecendo o mercado local. Nessa ação, os dançarinos selecionados são contratados e remunerados com uma bolsa para acompanhar toda a residência e realizar as apresentações.

O programa de residências artísticas teve sua primeira fase em abril e maio de 2015, com os coreógrafos da Cia Los INnato, da Costa Rica. O projeto tem o patrocínio da Lei de Incentivo à Cultura, O Boticário na Dança, através da Lei Rouanet e é realizado pela Manga Rosa Produções, pelo Ministério da Cultura e Governo Federal – Pátria Educadora. Para a manutenção das suas atividades, o Núcleo Viladança conta com o patrocínio da Petrobras e apoio institucional do Teatro Vila Velha.

Ficha Técnica

TIRANIA DAS CORES
Direção do espetáculo: Asier Zabaleta
Intérpretes-criadores: Ariel Oliveira, Carolina Miranda, Flávia Rodrigues, Guilherme Silva, Rafael Alexandre
Projeto audiovisual: Rafael Grilo
Iluminação: Marcos Dedê
Figurino: Coletivo
Confecção de Figurino: Carolina Miranda
Trilha Sonora: Mark DwInell, Carrageenan, Lee Rosevere, Hank Hobson, CXLVIII, Circus Marcus, -ono-, Jose Ph Kony, There
Texto: Ariel Ribeiro, Carolina Miranda, Flávia Rodrigues, Guilherme Silva, Rafael Alexandre e Asier Zabaleta. Com trechos baseados em escritos de Eduardo Galeano e de Léopold Senghor.
Edição de áudio: Caio Terra
Operação de som: Caio Terra
Operação de luz: Marcos Dedê

DEMOLIÇÕES (La Petite Mort)
Direção do espetáculo: Asier Zabaleta
Intérprete-criador: Thiago Cohen
Iluminação: Marcos Dedê
Figurino: Coletivo
Trilha Sonora: Xabier Erkizia
Texto: Thiago Cohen e Asier Zabaleta
Edição de áudio: Caio Terra
Operação de som: Caio Terra
Operação de luz: Marcos Dedê

Realização: Núcleo Viladança, Manga Rosa Produções, Ministério da Cultura e Governo Federal – Pátria Educadora
Direção Geral e Artística: Cristina Castro
Direção de Produção: Luiz Antônio Sena Jr.
Produção Executiva: Bergson Nunes
Assistência de Produção: Diego Moreno
Administração: Rafael Matos e Ravel Garcia
Coordenação de Comunicação: Camila Kowalski
Redes Sociais e Assist de Comunicação: Milena Cayres
Assessoria de Imprensa: Ana Camila Comunicação & Cultura
Design Gráfico: Pedro Gaudenz
Fotografia: LabFoto
Audiodescrição: Iracema Vilaronga, Breno Fernandes, Amanda Cervilho e Renato Lessa

Intérpretes-Criadores

Em julho de 2015, cinco artistas foram selecionados através de audição pública para participar da segunda Residência do Núcleo Viladança. Conheça mais sobre cada um deles.

Foto: Milena Abreu (LabFoto)

Ariel Oliveira

Seu primeiro breve contato com a dança surgiu quando tinha 12 anos, através de um grupo de hip-hop. Depois, adotou o yoga como estilo de vida. Faz parte da Universidade LIVRE do Teatro Vila Velha, na qual sua formação como ator inclui o contato com outras linguagens artísticas, inclusive a Dança – sobretudo a dança afro. Participou da Residência #01 do Núcleo Viladança com Los INnato (Costa Rica) e outros quatro intérpretes-criadores.

Foto: Milena Abreu (LabFoto)

Carolina Miranda

É graduanda no curso de licenciatura em Dança pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e integra o Curso Técnico de Dança da Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia – FUNCEB. Para além de outros trabalhos artísticos, participa como intérprete-criadora do GDC – Grupo de Dança Contemporânea da UFBA, com o espetáculo ‘‘Cabaça’’, dirigido por Gilsamara Moura e Carmem Paternostro. Também integra como bailarina, pesquisadora e intérprete o grupo Irepó, com o trabalho ‘’Oná Metá’’, dirigido por Lara Machado.

Foto: Milena Abreu (LabFoto)

Flávia Rodrigues

É graduanda em licenciatura em Dança na UFBA. Possui formação em Ballet Clássico pela Royal Academy of Dance e em Jazz Dance. Integra as companhias: Balé Jovem de Salvador, Kathársis, Insalto, Mantra e Grupo de Dança Contemporânea da UFBA (GDC). Entre os diversos trabalhos profissionais realizados estão o musical The Amazon, Auto de Natal, Traços de Lina, TAK, entre outros. Buscando sempre especializar-se, participou de Congressos Internacionais de jazz, Ateliê internacional da São Paulo Cia de Dança, entre outros.

Foto: Milena Abreu (LabFoto)

Guilherme Silva

Ator, iluminador e artista plástico, integra o curso de Bacharel em Artes Plásticas da Universidade Federal da Bahia. Começou a atuar nos palcos em 2005. Foi indicado ao prêmio de Melhor Ator Coadjuvante no FIT – Festival Ipitanga de Teatro em 2007. Trabalhou em três peças do Bando de Teatro Olodum: “Áfricas”, “Sonho de uma noite de verão” e “Cabaré da Rrrrraça” – além de montagens com Thiago Romero, Kleber Borges Sobrinho e Rita Assemany. Com o Núcleo Viladança, participou de apresentações do espetáculo “Da Ponta da Língua a Ponta do Pé”. No cinema, fez o papel de Rodavlas no filme “Rodavlas Ed Lavanrac”, sob direção de Geovani Almeida, e na TV atuou como Jorge de Ogum na microssérie “O canto da Sereia”, produzida pela Rede Globo.

Foto: Milena Abreu (LabFoto)

Rafael Alexandre

Estudou Jazz Dance pela Academia Cristina Cará (SP), Fundação Cultural de São José dos Campos (SP) e Decidedly Jazz Dance Works (Calgary/Canadá). Atualmente integra o Curso Técnico de Dança da Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia – FUNCEB e faz parte do Balé Jovem de Salvador sob a direção de Matias Santiago. Foi bailarino da Cia Cenas e Bailados (BA), Cia Jovem de Dança de São José dos Campos (SP), Cia de Jazz Karina Durante (SP), Banda Gostoso Veneno (SP). Foi premiado como “Melhor Bailarino” no Festival Jazz Dance Bahia 2014 (Salvador).