Residência Artística promovida pelo Núcleo Viladança no mês de outubro de 2016, com o coreógrafo Vladimir Rodríguez (Colômbia). Para esta residência, os intérpretes-criadores selecionados foram: Ariel Oliveira, Edy Firenzza, Flávia Rodrigues, Guego Anunciação, Igor Vogada, Joely Silva, Laís Oliveira, Luiza Agra, Lukas DiJesus, Marília Daniel, Melissa Figueiredo, Negrito, Talita Gomes, e Viola Louba.

Vladimir Rodríguez é bailarino e coreógrafo. Em 2003, fundou a Companhia de Dança Contemporânea Cortocinesis com a qual desenvolve investigações e apostas coreográficas através da construção do sistema de treinamento “Piso Móvil”. Tem colaborado como bailarino em diferentes companhias e associações como Coletivo Único (França), Faizal Zeghoudi (França), Esther Aumatell (França), Adarte (Itália), Déjà Donné (Itália), entre outras. Como coreógrafo foi convidado por Delfos Danza Contemporánea, Tumak’at, Danza Joven de Sinaloa, La Bruja, Andanza, todas companhias mexicanas. Como docente e coreógrafo colaborou com instituições como a Academia Superior de Artes de Bogotá (Colômbia), a Escuela Profesionalde Danza de Mazatlán (México) e o DuncanCentre en Praga (República Checa), entre outras. Em 2010 ganhou o Premio Nacionalde Danza en Colombia com o espetáculo “Papayanoquieroserpapaya”. Entre 2011 e 2013 desenvolveu o projeto “ESCrito Absurdo” junto ao bailarino mexicano Omar Carrum. Em 2013 obteve diploma Master Pro “Mise en Scène et Dramaturgie” de la Universidad de Nanterre Paris X (França).

Elena Ciavarella é dançarina, coreógrafa e produtora, como intérprete  trabalhou várias companhias na Itália e França. Em 2008 fundou Collettivo Unico, o projeto de colaboração entre artistas de diferentes origens cênicas com ou qual produz vários projetos de criação, festivais e intercâmbios artísticos. Trabalha ao lado de Vladimir Rodriguez a muitos anos fazendo a assistência nos processo e na criação pedagógica.

 

Vladimir Rodríguez - Foto: Andréa MagnoniElena Ciavarella - Foto: Andréa Magnoni

Jauría é uma tribo que tenta se comunicar. Seus integrantes às vezes falam sozinhos, às vezes em grupo. Às vezes gritam e às vezes observam silenciosos. Às vezes não sabem o que fazer, mas na maioria das vezes querem saber o quê e como fazer. Estão famintos por decifrar sua própria comunidade. Eles não representam os outros. Eles apresentam-se a si mesmos buscando construir a fragilidade de sua comunidade sob o olhar de outra tribo: Vocês.” ”

Vladimir Rodríguez

No dia 29 de outubro de 2016, o Teatro do Movimento – Escola de Dança da UFBA, sedia a apresentação de “Jauría”, resultado da terceira residência artística do Núcleo Viladança. O projeto selecionou treze artistas baianos para participar de um processo de residência sob a orientação dos artistas Vladimir Rodríguez e Elena Ciavarella.

Jauría é colocar na cena uma série de processos vividos durante a Terceira Residência Artística do Núcleo Viladança. Como parte da busca que vem desenvolvendo há alguns anos, Vladimir Rodríguez pergunta-se novamente sobre o lugar do artista no Teatro, sobre o alcance da comunicação no palco e sobre a encarnação do espaço pelo corpo intencionado. Em uma persistência obsessiva pela ideia do corpo expressivo, falante, proferador, este maravilhoso time de dançarinos emprestou suas ferramentas e sua persistência para buscar exprimir a comunicação dos seus corpos e enfrentar o desafio da construção cênica em tempo real e perante os olhos de vocês.

O projeto tem o patrocínio do Iberescena, Funarte, Ministério da Cultura e Governo Federal, é realizado pelo Núcleo Viladança e pela Manga Rosa Produções, e conta com o apoio institucional do Teatro Vila Velha.

 

Metodologias de pesquisa

As metodologias de pesquisa estão fortemente apoiadas no sistema de treinamento “Piso Móvel” e “Escritura do Movimento Improvisado”, os quais Vladimir Rodríguez convidou os artistas participantes a experimentarem e sob os quais desenvolveu grande parte do seu universo artístico.

O Sistema de Treinamento Piso Móvel toma o chão como o primeiro material em contato com o corpo do Performer. É ali que se desenvolverá o deslocamento, a relação de apoio, motor de impulso e engrenagem, os deslizamentos, a criação de trajetórias de movimento e o desenvolvimento de novos mecanismos de coordenação baseados na superfície plana e horizontal em processo de construção da vertical. Graças ao sentido do tato, o chão prepara o Performer a entrar emcontato com um segundo material de menos densidade, muito mais frágil, mais móvel e vertical: o corpo do outro. Como no trabalho no solo, o corpo do outro prepara o Performer para o contato com o material mais frágil e nosso último destino: o ar. Nesta etapa se potencializa a ideia da simultaneidade, continuidade e fluidez do movimento. Sensibiliza-se o corpo como instrumento cirúrgico do ar e do espaço (corte, penetração, extração, pressão, manipulação, etc).

Na Escritura do Movimento Improvisado, escrever refere-se a imprimir sobre um suporte uma ideia. Se nosso suporte é o espaço, nossa escrita se propaga graças ao nosso corpo e sua maneira de traçar tal espaço. A improvisação põe em jogo esta capacidade, pressionando-nos para levar a cabo nossas ideias. Em consequência, nos referimos à carga do traço, à intencionalidade de uma ação, a sua existência sonora e por fim a sua profunda consequência teatral.

Ficha Técnica

Direção da proposta cênica: Vladimir Rodríguez
Assistência geral: Elena Ciavarella
Intérpretes – Criadores: Ariel Oliveira, Flávia Rodrigues, Guego Anunciação, Igor Vogada, Joely Silva, Laís Oliveira, Luiza Agra, Lukas DiJesus, Marília Daniel, Melissa Figueiredo, Negrito, Talita Gomes, e Viola Louba.
Iluminação: Vladimir Rodríguez e Elena Ciavarella
Figurino: Vladimir Rodríguez e Elena Ciavarella
Trilha sonora: Tohaikovsky, Aaron Martin, Giovanni Antonnio (Ceoilia Bártoli), NASA, Gustavo Santaolalla

Realização: Núcleo Viladança e Manga Rosa Produções
Direção Geral e Artística: Cristina Castro
Produção Executiva: Bergson Nunes e Diego Moreno
Administração: Rafael Matos
Assessoria de imprensa: Teatro Vila Velha
Tradução: Camila Kowalsky e Esther Blanco Iglesias
Direção de arte: Pedro Gaudenz
Design Gráfico: Diego Moreno
Fotografia: Andréa Magnoni
Registro Videográfico: Rafael Grilo/Teatro Vila Velha

Intérpretes-Criadores

Em outubro de 2016, treze artistas foram selecionados através de audição pública para participar da terceira Residência do Núcleo Viladança. Conheça mais sobre cada um deles:

Foto: Andréa Magnoni

Ariel Oliveira

Seu primeiro breve contato com a dança surgiu quando tinha 12 anos, através de um grupo de hip-hop. Depois, adotou o yoga como estilo de vida. Fez parte da Universidade LIVRE do Teatro Vila Velha, na qual sua formação como ator inclui o contato com outras linguagens artísticas, inclusive a Dança. Participou da Residência #01 do Núcleo Viladança, com direção de Marko Fonseca e Raul Martínez (Costa Rica), resultando no espetáculo “Good /Looking”, e da Resistência #02 do Viladança com direção de Asier Zabaleta (Espanha), resultando no espetáculo “Tirania das cores”, ambos com circulação internacional.

Foto: Andréa Magnoni

Flávia Rodrigues

Graduanda em licenciatura em Dança na UFBA, possui formação em Ballet Clássico pela Royal Academy of Dance e em Jazz Dance. Integrante das companhias: Balé Jovem de Salvador, Kathársis, Insalto e Grupo de Dança Contemporânea da UFBA (GDC). Entre os diversos trabalhos profissionais realizados estão o musical The Amazon, Auto de Natal, Traços de Lina, TAK, Bantu, Tirania das Cores, Cuspe paetê e lantejoulas… Buscando sempre especializar-se, participou de Congressos Internacionais de Jazz dance, Ateliê internacional da São Paulo Cia de Dança,  Viladança em Residência #02, com o coreógrafo espanhol – Asier Zabaleta – e outra residência com o mesmo em sua companhia – ERTZA – em San Sebastian, Espanha.

Foto: Andréa Magnoni

Guego Anunciação

Bacharel em artes e licenciado em dança/UFBA. Aluno especial do Programa de Mestrado em Dança. Foi bailarino do Advanced Ballet  e Balé Jovem de Salvador. É coreografo e diretor da Reforma Cia de Dança. Fez residência artística com Idan Cohen, fez aulas com Carlos Moraes, SP Cia de Dança, Carlos Sampaio, Cida Linhares, Gilsamara Moura, Leonardo Rodrigues. Faz parte do grupo Gestus, Núcleo Salvador, e é interprete criador dos solos ”Dunas” e ”Ensic”. Trabalha com dança contemporânea e é professor de balé clássico.

Foto: Paulo Fuga

Igor Vogada

Bailarino do Balé Jovem de Salvador, desde 2012 até os dias atuais – Bailarino/Intérprete-criador (direção de Matias Santiago) das obras: Eloquência muda (Paco Gomes-Matias Santiago), Areia, TAK, Suíte Mameluco, Leito 201, Eleuther, Brasil, Na Bahia (Matias Santiago).

Foto:Andréa Magnoni

Joely Silva

Iniciou a carreira de bailarina em 2004 na ONG (Liceu de Artes e Ofícios da Bahia), onde trabalhou com os profissionais Jorge Silva, Rosangela Silvestre, Marilza Oliveira, Elísio Pitta, Zebrinha, Sonia Gonçalves, Cristina Castro, Jofre Santos. Passou pela Escola de Dança da Fundação Cultural. Trabalhou com os grupos, Coliseu Show Folclórico, Balé Folclórico da Bahia, Jorge Silva Cia de Dança, Dance Brasil, Balé do Teatro Castro Alves, Interant , Cia de danças e Foguetos. Participou da gravação do DVD da cantora Ivete Sangalo, no Madison Squere Garden.

Foto:Andréa Magnoni

Laís Oliveira

Formada em Técnico em Dança pela Rede FAETEC de ensino, discente no curso de Licenciatura em Dança na Universidade Federal da Bahia, intérprete criadora em Reforma Cia. de Dança, com o espetáculo “Em Ponta de Faca”. Atuou como bailarina/performer no Projeto Trilhos&Estações: Uma viagem dançada da Calçada a Paripe(2016), atua na área de dança contemporânea como intérprete criadora e pesquisadora, com interesse na área de vídeo-dança, manifestações populares, teatro físico, tudo que abrange o corpo em cena. Atuou também durante quatro anos na Companhia de Atores Bailarinos Adolpho Bloch com sede no Rio de Janeiro, como atriz/bailarina onde teve participação nos espetáculos: Um corpo de afetos; Um corpo de afetos em movimento; Tamojunto em cena; Abayomi no período de 2011 à 2014.

Foto:Andréa Magnoni

Luiza Agra

Iniciou seus estudos em dança pelo ballet ainda criança com 7 anos de idade. Em sua formação passou pelo  ballet clássico, pelo método da Royal Academy of Dance até o nível Advanced II (2010),  e pela dança contemporânea, através da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e mais recentemente, através do F.O.R (Curso de Formação da Companhia Olga Roriz) em Portugal. Foi integrante da Cia Ìdrima e do Coletivo dos Sonhos, ambos grupos de dança contemporânea de São Paulo, atuo também no Coletivo Mouna como performer e criadora.  Atualmente integra como bailarina o Balé Jovem de Salvador e a Kátharsis Cia de Dança.

Foto:Andréa Magnoni

Lukas DiJesus

Bailarino formado pela Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia. Bailarino Convidado para os 50 Anos da Gala Clássica da EBATECA. Dançou o FAUSTO – Noite de Walpurgis do Coreógrafo Michael Lavrovsky e Grand Defilé do Coreógrafo Carlos dos Santos, Répétiteuse: Juliana De-Vecchi. Dançou a coreografia SERTANIA da Coreógrafa Lia Robatto(BA) e SAGRAÇÃO DA PRIMAVERA de Oscar Araiz (ARG) no BTCA memória, GOOD/LOOKING espetáculo resultado da primeira residência com o Núcleo Viladança (BA) com parceria com o Coletivo Los INnato (Costa Rica) dançou nos Festivais Vivadança (BA) Virada Cultural (SP) La Machine festival de Calle ( Costa Rica). Atualmente integra como bailarino e produtor no Coletivo GOOD/LOOKING, e na Àttomos Cia. de dança sob a direção de Anderson Rodrigo.  Já fez parte do Grupo Experimental de Câmara do Projeto Axé (G.E.C.A) que já se apresentou nos países (Itália, França, Portugal).

Foto:Andréa Magnoni

Marília Daniel

Bailarina, Intérprete, Pesquisadora: Formada pela Escola de Nível Técnico em Dança Belle Amie – Araras/SP, e pela Escola de Nível Técnico em Dança da FUNCEB – Salvador/BA. Bailarina do Núcleo De Danças Populares do Grupo de Dança Contemporânea desde 2014 – UFBA- Salvador/BA. Graduanda em Licenciatura em Dança – UFBA – Salvador/BA. Professora de Dança: Balé Clássico Adulto (Iniciante e Intermediário) – Curso Livre da FUNCEB – Salvador/BA; Brincantes – Curso Preparatório da FUNCEB – Salvador/BA.

Foto:Andréa Magnoni

Melissa Figueiredo

Bailarina e coreógrafa contemporânea, formada em Ballet clássico pelo método da Royal, formada pela escola de dança da FUNCEB , graduanda em licenciatura em dança na Ufba . Participou do elenco do Balé jovem de Salvador, Núcleo de investigações coreográficas João perene , em residência artística com cie Ladainha na França , em montagens com o artista Dejalmir Melo. Participou de festivais na França , Guiana Francesa , Bolívia e em festivais da cidade de Salvador. Atua também como professora de Ballet e de dança contemporânea.

Foto:Andréa Magnoni

Negrito

Graduando Ensino Superior de Educação Física, BBoy desde 2005, já ministrou workshops de Breaking no Mais Educação, Ciranda curricular e Escola aberta. Participou da residência artística no ICBA (50Anos) com Bboy Storm (Alemanha), apresentada dentro da programação do VIVADANÇA Festival Internacional. Já participou do Festival Cearense, Battle of the Year, Circle Prince, Encontro de Dança de Rua João Pessoa, HipHop kamp(Hradec Králové, República Checa), Outbreak(Banska Bystrica, Slovakia), IBE (Heerlen, Holanda).

 

Foto:Andréa Magnoni

Talita Gomes

Estudante do curso de Licenciatura em Dança na Universidade Federal da Bahia; Intérprete-criadora nos espetáculos: Looping: Bahia Overdub de Felipe Assis, Rita Aquino e Leonardo França; Trilhos e Estações – Uma viagem dançada da Calçada a Paripe de Lilian Graça; Em Ponta de Faca de Guego Anunciação. Integrante da Reforma Cia de dança; interprete-criadora no videodança Trilhos e Estações – Uma viagem dançada da Calçada a Paripe; Capoeirista há 12 anos, articulando pesquisas de movimentos e dança com a capoeira; dança de salão. Participou de vários workshops e laboratórios de dança contemporânea, moderna pelo Viladança.

   

Foto:Andréa Magnoni

Viola Louba

Natural da Alemanha, formada em licenciatura/bacharel pela Universidade Federal da Bahia e integra além do Programa da Pós-Graduação, o grupo de pesquisa interinstitucional “Corpo e Ancestralidade”, o “Núcleo Irepó” e “O Jogo da Capoeira: da Roda pra Cena” . Aprovada na primeira residência artística do Núcleo Viladança, realizou “Good/Looking” como interprete-criadora, apresentado em Salvador, 2015/2016, e Costa Rica, 2016.  Em 2015 atuou como dançarina, professora e coreógrafa na Fundação Cultural do Estado da Bahia, no coletivo de dança Breaking, Gang Gangrena e no Centro Cultural do Ensaio, alem de administrar oficinas de dança urbana e contemporânea em Salvador, João Pessoa, na Alemanha e via The MasterWorkshopClass, Vai Ferver! e IndepenDance – eventos de danças urbanas (2013-2015, Salvador, BA, João Pessoa, PB, Campina Grande, PA e Pipa, RN, Brasil; Colônia, Alemanha). Até 2015 integrou um grupo de danças urbanas composto só por mulheres BrasilStyleBgirls – Extensão Salvador cuja primeira encenação foi aprovada pelo edital Quarta que Dança 2014 na rubrica dança de rua. Desde 2012 é bolsista do estúdio Physio Pilates,  integrou o Grupo de Dança Contemporânea da UFBA até 2013 que se apresentou em Salvador, Camaçari, São Paulo e Bogotá, Colômbia.